O touro de Goya está solto.
Perigo nas ruas.
Mergulhado na turba que corre em pânico
Sou eu o escolhido por ele.
Minha mão esquerda toca a maciez do focinho molhado
Ele vê a mim.
Me escondo sob uma cama sem colchão.
O touro entra lentamente pelo quarto
E à proporção que anda em minha direção
Se metamorseia.
Agora sem pêlo, se põe de pé e olha.
Nem centauro, nem minotauro
Mas homem-touro
Em essência, em peso, em substância.
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