Ai de ti minh'alma
Se não fossem todas as sensações do meu corpo.
Sem elas, te reconhecerias? Saberias não serdes deste mundo?
Bendito seja o meu corpo!
Perecível, tão frágil ao toque do tempo, ao sopro dos ventos
Mas que se reconstrói a cada novo segundo, a cada novo estímulo
Sempre marcado pelos golpes do aqui agora.
Tempo, cicatrizes.
Tempo, cicatrizes.
Ah minh'alma
Meu bom corpo, tua casa, teu útero
Te enche de sensações que levarás contigo pela eternidade.
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